The Market
Victor Arruda ocupa as duas maiores vendas do Leilão de Papéis da Firenze
Pregão de 1º de outubro ofertou 120 lotes e teve 34 vendas confirmadas; os dez maiores valores somaram R$ 18,1 mil
02 de outubro de 2026 · 3 min de leitura
O Leilão de Papéis realizado pela Firenze em 1º de outubro de 2026 ofertou 120 lotes e teve 34 vendas publicamente confirmadas, o equivalente a 28,3% do catálogo. O maior valor do pregão ficou em R$ 4.500, patamar que situa o conjunto num segmento de obras sobre papel de preços modestos, no qual a diferença entre o topo e o restante da lista é contada em centenas de reais.
A venda mais alta foi a de Victor Arruda com "Composição com abstração geometrica, cigarro, cabeça e mama", acrílica sobre papel de 1987, medindo 96 x 66 e assinada no canto inferior esquerdo, segundo o catálogo, que registra a obra sem moldura. O valor de R$ 4.500 superou em R$ 1.000 o segundo colocado — outra acrílica sobre papel de Arruda, também de 1987, sem título, de 50 x 70 —, vendida por R$ 3.500. É uma distância de 28,6% entre o primeiro e o segundo lugar.
Somadas, as duas obras de Arruda chegaram a R$ 8.000 e responderam por 44,2% dos R$ 18,1 mil reunidos pelos dez maiores valores do pregão. A recorrência se repete na sequência da lista: Almir Mavignier aparece em terceiro e em quarto, com duas serigrafias de 1969 da série punctum, grafada "punctun" no catálogo. "Verde sobre preto", numerada 16/100, foi vendida por R$ 2.000; "Amarelo sobre preto", uma prova de artista de 90 x 35, saiu por R$ 1.800. Juntos, Arruda e Mavignier concentram 65,2% da soma dos dez maiores valores.
A técnica predominante no topo é a gravura. Cinco dos dez maiores valores correspondem a serigrafias, entre elas a obra sem título de Jandyra Waters, numerada 69/100 e de 50 x 50, que empatou com o segundo Mavignier em R$ 1.800, e "Cena de bar", de Juarez Machado, serigrafia 51/100 de 100 x 70, vendida por R$ 1.000. O mesmo valor coube à acrílica sobre papel sem título de André Burian, datada de 1996.
O terço inferior da lista reúne três obras entre R$ 800 e R$ 900: "Mãe e filha", guache e nanquim sobre papel de Alice Brill Czapski, atribuída pelo catálogo à década de 1950, por R$ 900; a monotipia em madeira de Jarbas Lopes, editada pelo clube de colecionadores do MAM, por R$ 800; e "Gato e frutas", serigrafia 46/100 de Aldemir Martins, pelo mesmo valor. A faixa estreita entre a quinta e a décima posições — de R$ 1.800 a R$ 800 — indica um pregão com pouca dispersão fora das duas primeiras colocações.
A leitura mais direta dos dados é a da concentração: um único artista responde por quase metade do dinheiro reunido pelos dez maiores valores, e dois nomes respondem por quase dois terços. Com 34 vendas confirmadas entre 120 lotes ofertados, o pregão converteu pouco menos de um terço do catálogo.



