The Market
Lorenzato lidera leilão da Aloisio Cravo com venda de R$ 160 mil
Pregão de 30 de setembro teve 26 vendas confirmadas entre 83 lotes ofertados; as dez maiores somaram R$ 759 mil
02 de outubro de 2026 · 2 min de leitura
Um óleo sobre placa de Amadeo Luciano Lorenzato foi a maior venda confirmada do Leilão de Setembro da Aloisio Cravo, realizado em 30 de setembro: R$ 160 mil. O pregão ofertou 83 lotes e registrou 26 vendas publicamente confirmadas, o equivalente a 31,3% do catálogo. Somadas, as dez maiores vendas chegaram a R$ 759 mil.
"Orquideas", de 1972, óleo sobre placa de 49 x 45 cm, assinado no canto inferior direito, ficou 60% acima do segundo maior valor do pregão. Sozinho, o lote responde por 21,1% da soma das dez maiores vendas. Lorenzato aparece ainda em oitavo, com outro óleo sobre placa do mesmo ano, sem título, de 45 x 34,4 cm, por R$ 50 mil — somados, os dois trabalhos representam 27,7% do grupo dos dez maiores.
A segunda posição foi dividida por dois óleos sobre tela de 100 x 80 cm, ambos a R$ 100 mil: um trabalho sem título de 1983 de Arcângelo Ianelli e outro, sem título, de 1969, de Manabu Mabe, assinado no canto inferior esquerdo e no verso. Em quarto veio "Tintas Polvo", de Adriana Varejão, múltiplo de 2013 em caixa de madeira com tampa acrílica contendo 33 tubos de alumínio de tinta a óleo, edição 149/200, acompanhado de certificado da Galeria Fortes Vilaça, por R$ 85 mil.
O topo da lista concentrou-se na produção brasileira das décadas de 1960 a 1990. "Sem título, nº 14", acrílica sobre tela sobre duratex de 60 x 30 cm que Hércules Barsotti assinou no verso em 1996, saiu por R$ 65 mil. Na sequência, duas obras de Mira Schendel de 1973, ambas guache e letraset sobre papel em dimensões quase idênticas — 48,8 x 25,3 cm e 48,6 x 25,4 cm —, foram vendidas pelo mesmo valor, R$ 52 mil cada, somando 13,7% do grupo. Com Lorenzato, Schendel responde por quatro das dez maiores vendas.
Fecham a lista "Anjo", óleo sobre aglomerado de 1976 de Siron Franco, por R$ 50 mil, e "Fazenda", óleo sobre tela de 80 x 100 cm pintado em 1971 por José Antônio da Silva, por R$ 45 mil.
A distância entre o primeiro e o décimo colocado é de R$ 115 mil, e seis dos dez lotes ficaram entre R$ 45 mil e R$ 65 mil — uma faixa estreita que indica um topo relativamente homogêneo abaixo do lote líder. Os dados disponíveis cobrem apenas as dez maiores vendas e não permitem estimar o volume total do pregão.



